Imóveis “verdes” são tendências
A importância da preservação do meio ambiente e ouso racional dos recursos naturais já despertaram a atenção da indústria da construção civil.
A Importância da preservação do meio ambiente e o uso racional dos recursos naturais já despertam a atenção da indústria da construção civil brasileira, a exemplo do que acontece em outros países ao redor do mundo. Embora esse movimento ocorra de maneira ainda tímida no Brasil, diversas construtoras, como WTorre Empreendimentos, BKO e REM, estão investindo em empreendimentos com itens sustentáveis e até mesmo candidatos à certificação Leadership in Energy and Environmental Design(Leed), emitida pela ONG Green Building Council Brasil (GBC Brasil). Enquanto em 2007 apenas uma construção foi certificada, neste ano já existem 60 candidatos a receber o selo verde da construção civil.
Foi essa tendência internacional que inspirou o engenheiro Luiz Fernando Lucho do Valle a criar a Ecoesfera Empreendimentos Sustentáveis em meados de 2005. “Naquela época a sustentabilidade não era um assunto tão empolgante, mas com o tempo a curiosidade dos empresários foi aguçada” disse Lucho do Valle.
A Ecoesfera planeja lançar este ano 24 edifícios residenciais em oito cidades com valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 1 bilhão. Os resultados desta iniciativa levaram o banco americano Merril Lynch o formar uma joint venture com a MaxCap Real Estate Advisors (MaxCap) e comprar 50% das operações da Ecoesfera. Na visão de João Cláudio Robusti, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP), “muitas empresas ainda utilizam a construção verde como um recurso mercadológico curso mercadológico, mas pouco a pouco a questão se tomará pré-requisito para a construção civil brasileira”, afirmou. A construtora WTorre é responsável por quatro projetos que estão em processo de certificação Lee&WrorreJK (SP), Nações Uni- das (SP), Parque Tecnológico da SAP (ES) e uma obra em Minas Gerais. “Os empreendimentos que estão sendo construídos com conceitos de green building terão uma utilização mais racional e mais flexibilidade de ocupação, no que diz respeito tanto a espaço quanto a tecnologia” disse Rosa Pezzini, arquiteta da WTorre. De acordo com ela, muitos clientes, como SAR exigem prédios sustentáveis, pois estes têm custo de manutenção mais equilibrado, com redução de despesas a longo prazo.
O diretor do GBC Brasil, Nelson Kawakami, pontuou que, “esses empreendimentos reduzem em 30% a utilização de energia, em 35% a emissão de C02, em até 60% o consumo de água e em média 60% a geração de resíduos.”
A BKO iniciou em 2006 o desenvolvimento do projeto Movimento Residencial Ecológico (MO.R.E), empreendimento alinhado ao tripé
responsabilidade ambiental, social e econômica. Ao invés de uma certificação, o projeto possui uma declaração de sustentabilidade. Trata-se de um livro distribuído aos moradores e avalizado pela consultoria especializada Centro de Tecnologia de Edificações (CTE). O material apresenta uma explicação detalhada de cada ação desenvolvida na construção do empreendimento e como essa ação se reflete na sociedade “O mercado assiste à chegada de um novo perfil de comprador, aquele que está preocupado com questões como economia de energia e de água. Essas construções registram um índice médio de 7% de economia, algo que pode parecer pouco, mas a longo prazo resulta em vantagens para o condomínio,’ e, principalmente, para o meio ambiente”, comentou Maurício Linn Bianchi, diretor técnico da BKO.
Yorki Estefan, diretor técnico da Tecnum Construtora, afirmou que os gastos iniciais da construção ‘verde’ são certa de 5% maiores que os de uma construção comum, mas que esse investimento é recuperado em pouco tempo.
Fonte: DCI – Especial Responsabilidade Ambiental
Data: 05/06/08